VIVA a diferença ou "Vermelho da cor do céu"

Era um menino que gostava de filmes e de brincar, que andava de bicicleta e tinha ideias grandes. Era um menino que tinha amigos de verdade e transgredia algumas regras da escola, como qualquer outro. E como qualquer outro, era um menino que tinha dificuldades e limitações, como eu e você, mas que não o impediam  de fazer o que ele queria, pois o menino também tinha inúmeras possibilidades e, para ele, o céu era o limite.

Era um menino que gostava de sons e de imaginar as coisas por trás de cada um deles. Um menino cego que tinha medo de escuro, pois para uma criança o escuro é assustador, independente de ela ver ou não.

Responsabilidades e o que as formigas têm a nos ensinar

Tem muita gente que reclama de determinadas coisas, mas não assume sua própria parcela de responsabilidade em outras.

Por exemplo, aposto que você, caro leitor, conhece alguém que reclama de políticos, mas recusa-se a votar nas eleições. Também aposto que você deve conhecer uma pessoa que incomoda-se com o fato de muitas ruas alagarem em época de chuva, mas que um dia já jogou um papel de bala no chão.

E a história do pai que chora a morte de seu filho pequeno que, acidentalmente, disparou contra si próprio a arma que o pai guardava em casa? Você já ouviu falar de algo assim?

Eu já!

O que isso tem a ver?

Somente que é primordial assumir sua responsabilidade nas questões que te cercam. Afetar-se, incomodar-se. Sair do lugar cômodo e seguro.

Você já se perguntou o que tem a ver com a fome do mundo? Sim, você tem uma parcela de responsabilidade sobre isso quando você joga comida ainda boa para consumo no lixo.

Não sei se alguém já parou para observar formigas. Elas sempre estão fazendo alguma coisa, cada uma em sua função, para o bem de todas elas. Fico pensando se elas resolvessem deixar suas responsabilidades pra traz. O que será que aconteceria?

Trazer para si a parcela de responsabilidade que lhe cabe é o primeiro passo para avançar. Passar a vida culpando outras pessoas não nos leva a nada. Se você quer mudanças, busque-as. De que serve ficar parado dizendo "de que adianta eu fazer a minha parte se as outras pessoas não fazem?".

É... de nada adianta se todos pensarem assim.

Sobre o direito a liberdade de expressão

Dia desses (mentira, já faz mais tempo que somente uns dias), no facebook (muitas discussões por lá) fui avisar a um colega que o comentário que ele estava fazendo, do modo que ele estava fazendo, com as palavras que ele estava usando, poderia ser interpretado como um comentário homofóbico. O motivo pelo qual fui fazer esse alerta foi unicamente pelo fato de que se isso chegar a se tornar um ato punível pela lei, assim como o racismo, esse cidadão que alertei, pode vir a responder criminalmente.

Mas, como bonzinho só se fode dá mau, a pessoa me vem com 4 pedras na mão, dizendo que falava o que quisesse, pois o facebook era dela e que ela estava exercitando sua liberdade de expressão (não exatamente com essas palavras. Foi um pouco mais feio o palavreado).

Sim, cidadão. Todos temos direito a liberdade de expressão, mas isso não significa desrespeitar as pessoas. O seu direito termina onde começa o do outro e é seu DEVER respeitar acima de tudo. E é isso o que muitas pessoas não entendem, julgando por liberdade de expressão poder falar o que bem entender e pronto.

Se você, nobre cidadão, vivesse em uma caverna, ótimo para você que ia poder falar o que lhe viesse a cabeça. Porém, como não é esse o caso e você vive numa sociedade onde não só você, mas TODOS têm liberdade de expressão, imagina se todo mundo resolvesse sair por ai exercitando isso, fazendo e dizendo o que bem entendesse e usando como desculpa a liberdade de expressão!

É... não ia ser bom.