RETROSPECTIVA 2012

Já se tornou tradição minha retrospectiva né? Mas é tão bom... Eu indico pra todo mundo. A gente fica feliz com o que realizou e se sente ainda mais motivado para fazer melhor no ano que estar por vir.

2012, pra mim, foi um ano de plantar as sementes para colher os frutos no futuro.

(1) O ano começou com uma palestra realizada no Educandário Padre Félix, em Angicos, sobre meu projeto de apoio à literatura nacional, com foco na literatura fantástica, feita para os professores da escola. Foi maravilhoso começar a colocar esse projeto em prática. Em 2013, aliás, eu quero ir ainda mais longe com ele.

(2) Nesse ano também fechei o ciclo da etapa de faculdade. Em 2012 teve a Colação de Grau, Aula da Saudade e Baile. Tudo muito bem organizado.

Baile.
Aula da saudade formal
Aula da saudade informal. Festa  a fantasia: Cisne Negro.

(3) Carnaval + Pós Carnaval. Passei meu Carnaval na casa do meu namorado. Foi ótimo. Descansei bastante. Só que ai surgiu a oportunidade de, no fim de semana depois do Carnaval, ir pra um condomínio fechado em Pirangi (meio que de graça). Quer melhor que isso?


Sombra e água fresca
Sombra e água fresca²

(4) Em 2012, fiz outra tattoo. Um escorpião lindo. Super a minha cara.


(5) Recebi minha carteirinha do CRP (que é o registro do psicólogo pra a gente poder trabalhar). A sensação de ser, definitivamente, uma profissional é emocionante.

(6) Com o crescimento do blog Papo de Mulher, começamos a colher frutos como parcerias e convites. Foi ai que recebemos um convite para o 1º Encontrinho da loja Parfumerie. Eu não fui, mas lá foi realizado um concurso e o blog ganhou. Com isso, fomos contratadas por 3 meses pela Parfumerie, o que foi um grande aprendizado para nós, em todos os sentidos.

(7) Comecei a fazer uma pós na área de família e está sendo de grande valia para minha profissão, tanto na teoria como na prática.

(8) Falando em prática, comecei a trabalhar em uma clínica de psicologia e estou amando.

(9) Comecei também a fazer um curso de inglês. Há algum tempo eu vinha querendo começar e enfim consegui.

(10) Aliás, como gostei muito de fazer aulas de canto, decidi começar também a ter aulas de teclado e violão.


(11) Esse ano também nasceu a menina mais linda e fofa do mundo: Melissa, minha priminha que eu amo.


(12) Também tiveram viagens em 2012. Na semana santa, fui para o RJ e pra SP (tradição essa viagem 2 em 1). Foi incrível. Mesmo já tendo ido várias vezes nesses dois lugares, sempre tem coisa nova pra ver. Amo demais.




(13) Outra viagem que fiz foi pra Foz do Iguaçu (que se estendeu também pra algumas horas no Paraguai e na Argentina). Só lamento estar de TPM na época e não ter aproveitado como deveria essa viagem =(


(14) Em 2012 também iniciei vários projetos nas várias áreas da minha vida, que pretendo colher bons frutos no ano que estar por vir.

(15) Terminei de escrever meu terceiro livro esse ano e iniciei o quarto. Estou super animada com eles.

(16) Esse ano, no mês de Outubro participei do Café Literário da Livraria Nobel (em Natal/RN), falando sobre meu livro "Contos do Mundo Mágico" e sobre meu lado escritora.


(17) Ainda em Outubro, no dia 31, teve uma festa linda da Wicca, comemorando o Samhain. Eu lavei minha alma. Muito bom estar em contato com as coisas que nos fazem bem.



De 2013 espero coisas tão boas quanto as que aconteceram em 2012 e que todos os meus planos para esse novo ano possam se realizar.

FELIZ FIM DE ANO E UM MARAVILHOSO 2013 PRA MIM E PRA VOCÊS!

Confesso...

... que penso em nosso futuro e isso me causa ansiedade. Penso em nosso casamento e em como serão nossos filhos. Penso se sempre seremos felizes como somos e se você sempre vai olhar pra mim do mesmo jeito do dia em que nos apaixonamos. Confesso.

Penso também se faremos algumas loucuras, como gastar o dinheiro que estávamos guardando para comprar nossa casa e usamos em uma viagem inesquecível. Quero saber quantos cachorros e filhos teremos e se deixaremos de nos mudar para aquele apartamento incrível de frente para o mar para poder continuar na casinha com um grande quintal pra eles e pra as crianças.

Confesso que penso em nós envelhecendo juntos. E em como serão os nossos dias. Confesso que fico pensando, as vezes, em como será lidar com a adolescência dos nossos filhos e em como será deixá-los fazer as próprias escolhas. Estaremos lá para apoiá-los quando fizerem as próprias escolhas, sejam elas certas ou erradas?

E quando os filhos se forem de casa, como será? Confesso que imagino uma casa cheia de netos anos depois. O que ensinaremos a eles? Será que vamos apoiar suas travessuras? Confesso que penso em tudo isso somente pelo fato de amar você.

Entrevista - WICCA (Parte 2)

Por ser algo não muito difundido popularmente, a Fé Wicca, bem como outras crenças advindas das antigas (e primeiras) religiões do mundo, gera bastante curiosidade. Aliás, me deixou bastante feliz ver que hoje essa Fé está sendo um pouco mais bem aceita na sociedade. Na medida em que o preconceito vai sendo deixado de lado, a curiosidade passa a aflorar nas pessoas.

Recebi um feedback muito positivo em relação a entrevista passada sobre o assunto (clique aqui), mesmo que tenha sido de modo velado (por inbox no facebook e não por comentários na postagem). Achei por bem, então, fazer uma outra entrevista acerca do universo Wicca, já que, além do feedback positivo, surgiram também algumas dúvidas.

Chamei uma outra pessoa dessa vez. Vou explicar essa minha decisão. Primeiro: Pra a gente trazer uma opinião diferente. Segundo: Escolhi um homem para ser entrevistado, já que uma das perguntas que surgiram nos inbox do facebook tiveram a ver com a sexualidade dos participantes (no decorrer da entrevista isso será explicado).

Liam (26 anos) é do mesmo coven que Briar (19 anos), sua irmã (os nomes das pessoas entrevistadas foram mudados a pedidos delas mesmas). Ele é praticante da Wicca há 8 anos. Há 5 anos entrou em um coven junto com seus pais e sua irmã. As entrevistas são gravadas e transcritas para o blog, tudo com a permissão dos entrevistados.

Carol: Como a entrevista com sua irmã foi mais relacionada a Fé Wicca em geral, vou fazer a você perguntas mais pessoais, ok?

Liam: Certo.

C: Então, como conheceu a Wicca?

L: Através dos meus pais. Eles sempre tiveram uma visão sobre a vida, as pessoas e o mundo muito parecida com a que a Wicca prega. E a gente sempre se aproxima das coisas que nos são semelhantes.

C: Sentiu ou sente algum preconceito em relação a você seguir essa Fé?

L: Não muito. É mais uma curiosidade das pessoas. Nunca sofri nada grave por isso. Mas conheço quem tenha sofrido.

C: Vamos falar um pouco sobre os covens. Pode fazer uma breve definição?

L: Um coven é o nome dado a um grupo de bruxos, que totalizam um máximo de 13 pessoas, que se unem em um laço emocional, físico e mágico com o objetivo de louvar a Fé e a Deusa. Cada coven tem suas regras, ensinamentos e segredos, que são passados aos seus membros. Membros estes que juram fidelidade ao seu coven no ritual de iniciação de modo a ficar proibido de revelar algumas coisas, mesmo que deixe aquele grupo.

C: Como é o coven que você participa?

L: A ideia de formar um coven começou com um casal amigo dos meus pais que havia chegado de São Paulo. Eles eram de um coven lá e conversando com meus pais tiveram essa ideia. Como já praticavam a Fé há muito tempo e eram o que chamamos de Terceiro Grau, foram nossos Alto Sacerdote e Alta Sacerdotisa. Mas por questões pessoais, eles precisaram voltar para São Paulo. Por isso o coven passou algum tempo desativado. Mas recentemente retornamos as atividades após meus pais, também  Terceiro Grau, assumiram as posições de Alto Sacerdote e Alta Sacerdotisa.

C: O que seria o Terceiro grau e as posições de Alto Sacerdote e Alta Sacerdotisa?

L: A Alta Sacerdotisa é a líder feminina de um coven e quem dá a palavra final nos rituais. O Alto Sacerdote é o líder masculino e acompanhante das Alta Sacerdotisa nos rituais. É necessário que essas posições sejam ocupadas por pessoas Terceiro Grau, ou seja, que tenham muita experiência e total dedicação aos ensinamentos da Deusa.

C: O Alto Sacerdote e a Alta Sacerdotisa precisam ser um casal de fato?

L: Casal com relacionamento amoroso? Não é necessário.

C: E os outros membros do coven?

L: Tem ainda o que chamamos de Ancião, que é aquele que já esteve no posto de Alto Sacerdote ou Alta Sacerdotisa e hoje somente participa do coven como membro. Tem membros de Segundo Grau: aqueles que completaram o Primeiro Grau e podem auxiliar os membros de Primeiro Grau, que são os que estão estudando e se dedicando a aprender a Fé.

C: E há um número máximo e/ou mínimo para cada um desses membros?

L: Não. Varia muito. Há covens somente com membros de Terceiro Grau, por exemplo, que são aqueles mais antigos.

C: E por que tão poucos membros?

L: Prezamos, principalmente, pela qualidade. Há uma ligação muito forte e especial entre os membros, o que não seria possível com muitos membros.

C: E por que 13?

L: É algo já estabelecido. É uma regra comum a todos os covens. 13 é um número muito significativo para os bruxos.

C: Última pergunta. Algumas pessoas questionaram sobre a sexualidade dos participantes de um coven...

L: Em relação ao que aceitamos dentro da Wicca? Não há nenhuma restrição a esse respeito. Na verdade, quase não temos restrições.

C: Não, em relação a ser uma Fé voltada para uma divindade feminina. Há mais mulheres nessa Fé por causa disso? Há uma crença de que por se tratar de uma Deusa e o "poder" está nas mãos de mulheres...

L: Primeiramente, se esse argumento fosse válido, teríamos um número muito maior de homens em relação ao de mulheres nas religiões voltadas para a divindade masculina. Como homem, não me sinto diminuído de nenhuma maneira por estar numa religião de divindade feminina. A crença em uma Deusa diz respeito a relação dessa fé com a natureza, que é essencialmente feminina, já que é quem dá a vida, como a mulher.



Bom, gente, espero que vocês tenham gostado da entrevista. Queria muito agradecer ao Liam pela disponibilidade. Qualquer dúvida pode perguntar nos comentários, mandar email ou me contatar no facebook que atenderei com o maior prazer.

Para uma questão que surgiu pelo inbox do facebook: A pergunta era "Carol, você é Wicca? Faz parte de algum desses grupos?"
- Sim. Eu participo, inclusive do mesmo coven que Briar e Liam, desde sua formação original =)

FELIZ DIA DE LITHA A TODOS!

Os tais tons de cinza

Sim, eu li 50 tons de cinza. Na verdade eu tentei ler este livro. Mas eu realmente não consegui terminar, mesmo com todo o meu esforço quase que sobre humano. Mas meus olhos foram praticamente assassinados pela péssima escrita da autora. Por que eu iniciei essa leitura? Não. Eu não estava curiosa. Eu já sabia que a leitura era ruim. Mas eu queria formular uma hipótese plausível do porquê de esta série estar fazendo esse sucesso absurdo (e, sinceramente, não merecido).

Todos já devem saber do que se trata tal livro, mas pra quem não sabe clica aqui pra ficar sabendo, pois não pretendo me ater a isso, bem como à temática de sadomasoquismo. Meu objetivo aqui é formular hipóteses sobre o sucesso dessa estória. Mas se esse é um livro mal escrito, que conta uma história pobre de personagens rasos e unilaterais, por que diabos esse baita sucesso?


Há alguns pontos que quero analisar. Vamos lá:
1) Mitos:
- Há um mito de que mulheres, naturalmente, sempre ligam o sexo ao amor, não conseguindo fazer uma distinção entre os dois.

Isso, como eu já disse, não passa de um mito. Claro que existem mulheres que fazem tal ligação e sim, elas podem até ser a maioria. Mas isso não é uma regra ok? Tem muita mulher por ai que faz sexo quando tá a fim e não só quando está apaixonada. E isso não é um problema. O problema é como a sociedade lida com isso.

Por muito tempo, as mulheres foram levadas a acreditar que o desejo sexual devia partir do homem e que seu próprio desejo sexual deveria ser reprimido. Com o passar do tempo isso foi sendo mudado, mas infelizmente, ainda hoje, carregamos resquícios desse pensamento.

- Isso me leva a um segundo mito: o de que as mulheres não curtem (nem podem curtir) pornografia e histórias eróticas (por que, afinal, isso não teria ligação com o amor, então não teria porque nós, mulheres, gostarmos). Aliás, por um certo preconceito da sociedade, admitir que curte esse tipo de coisa é meio que proibido, o que as leva a esconder determinados gostos e preferências esperando, inclusive, que o homem tome todas as iniciativas. Dai que ver filmes nessa linha, ler livros ou revistas com conteúdos picantes é um tanto "vergonhoso". Então, em vez de comprar esses livros eróticos de banca de jornal, as mulheres compram revistas como a Cosmopolitan e a Marie Clarie (que tem sessões com conteúdo erótico disfarçadas por sessões de moda e beleza) ou recorrem ao 50 tons de cinza.

Aviso a essas mulheres: Existem livros melhores. Tentem os novos livros de Anne Rice, que têm a mesma temática do 50 tons de cinza (sadomasoquismo), mas explorado e escrito de forma bem mais interessante.

2) A busca pelo Príncipe Encantado:
- Isso, infelizmente, não é um mito. Hoje em dia, provavelmente pelo andamento das relações ao longo da história, a maioria das mulheres têm ficado cada vez mais carentes e perseguindo uma ideia de homem perfeito que não existe. Mas elas sabem que esses homens não existem. E é por isso que Edward Cullen (Crepúsculo) e Christian Grey (50 tons de cinza) fazem tanto sucesso. Pois é neles que essas mulheres, desiludidas, carentes e com auto estima baixa, encontram consolo. E acabam embarcando nessa fantasia e se distanciando da realidade e da possibilidade de encontrar alguém com quem possa se relacionar verdadeiramente.

- Eu só me pergunto: que dificuldade é essa de lidar com as diferenças, as imperfeições? Que dificuldade é essa de aceitar que o outro é imperfeito. Afinal, você também é!

3) A bela e a Fera:
- Aliado a busca pelo Príncipe Encantado, temos essa insistente mania (não só feminina, na realidade) de querer mudar o outro e adequá-lo ao nosso padrão do que é certo. É o que me parece ser a ilusão da Bella Anastasia Steele. Ela acredita que o "amor" entre ela e o Sr. Grey vai mudá-lo. Confesso, não sei o que acontece, pois não consegui ler o livro até o fim. Mas, pelo jeito, ela deve conseguir tal façanha no final, claro!

- O problema é que a verdadeira mudança não deve partir de alguém que não você ou ela não irá muito além. Mudar por alguém é a pior coisa que você pode fazer. Não! O pior é querer que alguém mude por você e alimentar a ilusão de que isso dará certo (principalmente a longo prazo). Mas a questão é que esse conto de fadas disfarçado e vendido como literatura erótica alimenta esse tipo de ilusão feminina (sim, porque elas são 99% do público de 50 tons de cinza).

4) Minha hipótese:
- Acho que, primeiramente, há uma belíssima equipe de marketing (propaganda é a alma de qualquer negócio) que deve ter criado todo um desejo de consumo sobre esse produto (a trilogia 50 tons de cinza).

- Em segundo lugar, nós seres humanos temos um desejo incontrolável de zanzar por "terras proibidas". Sabe aquele ditado "tudo o que é proibido é mais gostoso?". Pois é. Um livro que envolve sexo, sadomasoquismo e ainda é vendido como erótico. Prato cheio para libertar nossa curiosidade. É tipo temática de suicídio. Tomo mundo quer saber como foi, se a pessoa tinha algum transtorno mental e por ai vai. A prova disso é a quantidade de gente que parou de ler antes do fim do livro e/ou estão devolvendo/vendendo/dando, whatever. Ou seja, passou a curiosidade inicial, passou o interesse.

- For last but not least, assim como Crepúsculo, 50 tons de cinza é um livro voltado, principalmente, para aquelas mulheres neuróticas com seus defeitos, que tem baixa auto estima, que se sentem deslocadas e desajeitadas e sonham com um homem como Edward Cullen, Christian Grey ou "esse cara sou eu" que as faça sentir especiais da forma que elas não conseguem sozinhas. Ou seja, adolescentes normais ou aquelas que nunca deixaram de sê-las.