Amor sem idade, mas com qualidade!



Assuntos que causam polêmica e que são interessantes (ou seja, que têm conteúdo a ser explorado e não aqueles que somente ganham 15 minutos de fama na internet) sempre chamam minha atenção e adoro dividir minha opinião sobre eles com meus leitores.

Como esses últimos dias andei postando sobre preconceitos direcionados a vários grupos, continuarei seguindo nesta mesma direção. E hoje escolhi falar sobre pessoas de idades diferentes que se envolvem num relacionamento amoroso. Falar sobre preconceito relacionado a isso já não tem nem mais graça né? Imagina TER preconceito sobre isso! E vou dizer mais uma vez: Gente, ninguém tem nada a ver com a vida de ninguém não! Tem é que cuidar de sua própria vida.

Mas se você ainda não se convenceu, sugiro que procure na história. Abra os livros dessa matéria do tempo de escola. Nem precisa ir tão longe... Alguém lembra com quantos anos Carlota Joaquina casou-se com Dom João VI? Pois eu refresco sua memória, caro leitor! Carlota Joaquina Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon casou-se aos 10 (sim, você leu certo) anos de idade. Seu marido tinha 17 anos. Certo que 7 anos não são 20 e não causam (ou até causam) uma grande polêmica. Geralmente, 15, 20, 30 anos de diferença de idade não geram só preconceito, mas verdadeiro falatório e maus julgamentos.

Bem, dito isso, acredito, sim, que o amor não tem idade (cronológica), que para amar basta isso: o amor. Mas isso se aplica somente à idade mental (que comumente acompanha a cronológica, principalmente quando se trata de gerações diferentes), pois se ambos têm uma idade mental aproximada será bem mais fácil manter um relacionamento. Já com a diferença de idade (mental), uma coisa não se pode negar: com ela vem a diferença de sonhos, da perspectiva de vida, da vivência, dos interesses, a diferença de maturidade e de tantas outras coisas que no começo do relacionamento parecem sem importância, mas a longo prazo causam constantes desgastes. E, infelizmente, não tem amor que resista a desgastes recorrentes. Se o casal acha que pode superar essas coisas, bom pra vocês! Mas tenham consciência de que isso existe sim e que é difícil!

Ninguém inicia um relacionamento pensando no fim do mesmo (quem já começa um relacionamento sem pensar que vai dar certo, já começou errado!). No começo, pensamos na continuidade, pensamos que vai dar certo. Então, quando assumimos um relacionamento, seja ele com pessoas de diferentes idades ou não, assumimos também (ou pelo menos devemos assumir) a responsabilidade de entender as diferenças que o outro traz. E, na maioria das vezes, a união não dá certo por que não compreendemos isso. Num relacionamento de pessoas de idades (mentais) distantes, após algum tempo, as diferenças interferem tanto que o amor não se sustenta mais sozinho. No nosso mundo, infelizmente, o amor não se mantém firme sozinho como acontece no mundo de contos de fada de nossa mente.

Tatuagens




Nas sociedades tribais a tatuagem era uma forma de identificar membros de uma mesma comunidade ou alguns acontecimentos importantes da vida, tanto biológicos quanto sociais. Muito antes de o preconceito se fazer presente na humanidade e incrustar nas pessoas certa fobia a tudo que é diferente de si, a tatuagem já era um meio de expressão.

Contudo, infelizmente esta arte desperta sentimentos adversos, fazendo com que sua intenção artística seja modificada, o que faz com que o que era para ser somente um desenho repleto de significado, é transformado pelo preconceito num  símbolo de incompetência, irresponsabilidade e marginalidade. Em outras palavras, o caráter de quem tem uma tatuagem é posto em dúvida e a pessoa passa a ser discriminada por tal característica.

A tatuagem é uma forma de expressão de sentimentos, crenças, desejos, filosofia de vida. É uma forma de arte. Tatuagem, não transforma o ser humano, não altera o caráter e tampouco atesta incompetência.

Apoio à literatura regional e nacional



Semana passada, fiquei sabendo que meus livros, assim como todas as obras de autores regionais foram tirados das prateleiras da Livraria Siciliano de Natal/RN. Essa notícia me deixou extremamente triste, pois se uma livraria nacional faz isso com tais obras é porque, me desculpem, não respeitam seu próprio povo.

E nem venha com a desculpa de que "é porque não estava vendendo bem". Difícil um livro que fica escondido entre milhares de outros ou em lugares nada atrativos vender bem. Sinceramente, não existe promoção à literatura nacional, imagine à literatura da região nordeste. Não quero, com essa crítica, me abster da responsabilidade de fazer propaganda e vender meus próprios livros. Não é isso. Penso que essa é, sem sombra de dúvida, uma grande responsabilidade do autor. O que quero denunciar aqui é o desrespeito por parte desta livraria aos autores regionais.

Entendo que uma livraria tem o papel de trabalhar em prol da literatura e não somente esperar que os livros se vendam sozinhos. Hoje existe, sim, uma gama de redes sociais e meios de se promover um livro, mas o que custa para uma livraria colocar um livro pouco conhecido num local mais visível ou promover sessões de leitura, rodas literárias ou clubes do livro? Seria, inclusive, bom para a própria livraria, pois existem sim ótimos autores nacionais e regionais que só precisam de uma chance de serem (re)conhecidos.

Se você apoia essa causa, por favor divulgue em redes sociais, blogs, escolas, faculdades, locais de trabalho, no prédio e onde mais for possível! E se dê a chance de conhecer autores nacionais e regionais. Você pode se surpreender!

"Em lugar público não, né!"


Hoje aconteceu uma discussão na casa de minha avó sobre gays. Um amigo da família chegou contando que um gay "que ninguém dizia que era gay" deu em cima dele. Ele disse ter levado tudo na brincadeira e explicado que sua opção sexual era diferente (não nessas palavras). A partir deste fato, a discussão sobre o assunto se instalou durante o almoço. Eu, calada, ouvia meus familiares falarem até que, ao ouvir a seguinte frase, resolvi me pronunciar: "Eu não tenho preconceito, mas em lugar público não né!".

Por que diabos você acha que tem mais direito de estar num lugar público do que outra pessoa com opção sexual diferente da sua? Essa mentalidade é de alguém provinciano e, me desculpe, sub-desenvolvido. O único motivo pelo qual se tem tanto preconceito em relação a gays é por que são minoria. Pois se fossem maioria e impusessem seu modo de ser, como a maioria de nós fazemos com pensamentos como esse, o diferente seríamos nós, heterossexuais.

Aliás, qual o problema de se gostar de alguém do mesmo sexo? "Ah, nenhum. Desde que não seja perto de mim". É... desde que não suje minha vista e meu mundo perfeito em que todos somos igualmente chatos! Nossa que pessoa socialmente correta que você é! Quer dizer que tudo bem ser gay, mas só entre quatro paredes. Isso não é preconceito? Você tem que rever isso hein!

Gente, acorda! Gays são seres humanos (mesmo que vocês os enxerguem como ETs), são pessoas como você. NÃO TEM DIFERENÇA!!! Vocês já ouviram alguém dizer: "Ele(a) é gay, mas é uma pessoa legal". COMO ASSIM "MAS"?????????? Ser legal, inteligente ou seja lá o que for independe de sua opção sexual. Ser gay é somente mais um modo de vida, como ser hetero. Por que, então, os gays só podem ser eles mesmos no âmbito privado enquanto os heteros trafegam livres no meio público?

Se você se incomoda em ver dois homens ou duas mulheres se beijando num cinema, no meio da rua, ou em qualquer lugar público, O PROBLEMA É SEU, NÃO DELES! Eles não tem nada a ver com seu incomodo. Você que tem que se resolver com isso. Aliás, por que a vida dos outros lhe incomoda tanto? Trate de olhar pra si próprio em vez de apontar o dedo para os outros. E se um gay se incomodar de ver a nós, heteros, nos beijando no meio público, vamos nos recolher ao nosso lugar privado? Por que, então, eles devem fazer isso?

A você, que tem essa mente tão pequena, só me resta lamentar.