Coisas que odeio em você


Eu provavelmente não deveria fazer isso, mas estou sendo bem sincera. Queria dizer que tem muitas coisas que ODEIO em você. Você se acha e isso me deixa louca. Você me irrita e me faz rir em momentos que eu não quero. ODEIO seus jogos, mas não aqueles de computador. Os que jogam comigo são piores. Você é tão seguro de si e as vezes me faz chorar. Mas o que eu mais ODEIO é o jeito como você faz eu te amar.

Mas também não há somente coisas ruins. E se compararmos, as boas talvez sejam muito mais. AMO quando você me irrita e me faz rir em momentos que eu não quero. AMO seus jogos, até os de computador, mesmo que eu não entenda. AMO você ser seguro de si. Quando você me abraça tudo fica bem. AMO quando você segura minha mão. AMO seu olhar e quando você se faz de difícil. E quando você me beija eu fico hipnotizada. Mas o que eu mais AMO é o jeito como você faz eu te amar.

Para sempre Harry Potter


Há 10 anos, fui ao cinema assistir "As aventuras de Sharkboy e Lavagirl 3D", no cinema Severiano Ribeiro, do Natal Shopping. Quando as luzes se apagaram, um trailler se iniciou. A música que tocava era Leaving Hogwarts e a primeira voz a falar era a do simpático meio gigante Hagrid. As corujas, os duendes, o magnífico castelo. Tudo transpirava magia. Eu logo decidi que iria assistir àquele filme. A história do menino com a cicatriz em forma de raio na testa parecia fascinante. A magia começava ali.

Confesso que eu não gostava muito de ler, mas quando soube que aquele filme que eu queria tanto assistir era baseado em um livro, logo tratei de comprá-lo. Para mim, que nunca havia lido mais que algumas páginas (e sempre por obrigação da escola), um livro de mais de 200 páginas era algo que me assustava. Mas fui em frente. Eu queria saber da estória antes de ir ver o filme. Uma semana antes da estréia de "Harry Potter e a pedra filosofal", terminei a leitura do primeiro livro. E já estava completamente apaixonada pelo bruxinho e seu mundo.

A primeira sessão do filme exibida em Natal/RN foi ao meio dia, no Severiano Ribeiro. Eu estava lá. Não sei se todos sabem, mas me tornei escritora por causa dos livros de J. K. Rowling (autora da série Harry Potter). Aos 12 anos, desejei contar uma estória tão incrível como aquela. Depois do primeiro livro, os outros foram rapidamente lidos por mim. Os três primeiros livros, comprei de um amigo. O quarto livro comprei novo. E esperei ansiosamente pelo lançamento do quinto, estando na porta da livraria antes mesmo desta abrir, para buscar meu exemplar. E foi assim com o sexto e o sétimo.

Eu vivia cada aventura junto de Harry e seus amigos. Nunca imaginei aprender tanto com as palavras daquele livro. Aprendi sobre amizade, lealdade e coragem, sobre o bem e o mal e sobre as escolhas que fazemos na vida. Aprendi sobre o luto chorando a morte de personagens queridos. Enfrentei meus medos e bichos papões. E aprendi muito mais que isso, coisas que só nós, leitores do Harry, sabemos. E também aqueles que conseguem enxergar na magia as suas inúmeras possibilidades, não se contentando com a limitada visão da realidade.

Harry Potter não é somente um livro sobre um menino bruxo que sobreviveu ao ataque de um bruxo das trevas que tornou-se seu arqui inimigo. É muito mais do que isso. É uma história sobre pessoas e sentimentos humanos. Sobre conflitos e desejos que perpassam toda a existência humana. Toda a trajetória de Harry, desde a descoberta da verdadeira identidade e entrada no mundo da magia até a conclusão épica emocionou legiões de fãs por todo o mundo. E continuará a emocionar, pois esse clássico moderno dificilmente será esquecido.

Como esquecer a grande revelação, quando Hagrid fala a Harry sobre o mundo bruxo? E cada nova descoberta de Harry sobre a bruxaria? O beco Diagonal. Gringots. Os professores de Hogwarts. Dumbledore por trás de seus óculos de meia lua. Rony e Mione, que se tornaram tão intimos de todos nós. A pedra filosofal que num momento estava no espelho e no outro já dentro do bolso de Harry. O diário de Tom Riddle e as palavras escritas em sangue nas paredes do castelo. Dementadores. Lupin, nosso querido lobisomem. O misterioso Sirius Black. Bicuço. O vira tempo tão útil ao trio. A Casa dos Gritos. O torneio tribruxo que trouxe a Hogwarts novos estudantes. Os conflitos adolescentes. As tarefas. A primeira morte.

Lord Voldemort ressurge. Dolores Umbridge. Bellatrix Lestrange. A profecia. Luna Lovegood. Lições de Oclumência. A nova visão do próprio pai. A morte do querido Sirius. O mundo dos bruxos interferindo no mundo dos humanos. As horcruxes. O príncipe Mestiço. A dolorosa e inesperada morte de Dumbledore. Gina. Os segredos revelados. As perguntas respondidas. Rony e Mione. Guerra. Mortes. O confronto final. O recomeço. O fim.

No dia 15 de julho de 2011, 00:01, iniciou-se o último filme da série que mudou a visão de mundo de uma geração. A cada cena eu me lembrava das palavras do livro. E, ao som de Leaving Hogwarts (mesma música que me apresentou a Harry), 10 anos depois do primeiro filme e 10 anos depois de eu ler a primeira palavra no primeiro livro, a saga chegou ao seu fim. Mas mesmo depois do fim, Harry fará parte de nossas vidas e estará conosco para sempre em nossos corações. Que Hogwarts esteja sempre lá para quando precisarmos. Que a magia viva em nossas almas sempre pronta para ser acesa ao simples pronunciar do feitiço. Lumus.