A UTOPIA DA TÁVOLA REDONDA


Creio que todos, senão a maioria, conhece a história do Rei Arthur e os cavaleiros da Távola redonda. É uma história muito bonita cheia de magia, lutas e conquistas.

Um jovem, chamado Arthur Pendragon, torna-se Rei após conseguir o feito de retirar a Excalibur, a espada mágica, de dentro uma pedra. Ele escolheu onze cavaleiros para lutarem, ao seu lado, nas batalhas, e mandou que se construísse uma grande mesa de pedra para as reuniões. Nascia assim, a Távola redonda.

E a escolha do formato circular da Távola não foi em vão. O Rei queria que todos, inclusive ele, ficassem em um mesmo patamar. Nenhum deveria ser mais que o outro. Ninguém seria melhor que ninguém, nem mesmo o Rei. Todos estavam num mesmo nível quando sentavam à Távola redonda.

Parece-me que o Rei Arthur é o Rei mais bonzinho que existe. Desejar ficar num nível de igualdade com seus cavaleiros é mesmo uma atitude muito nobre. Mas, sentar em uma mesa redonda realmente garante igualdade entre as pessoas? Será que não havia outras razões para Arthur querer se mostrar igual aos seus cavaleiros, sendo ele um Rei? Será que não seria bom para um Rei dar a ilusão de que seus cavaleiros eram iguais a ele? Para ficar realmente como seus cavaleiros, Arthur não teria que tirar a coroa?

Por mais que uma Távola redonda dê a idéia de igualdade, pois ninguém se encontra numa ponta (nível superior), por melhor que tenha sido a intenção de Arthur, ele nunca deixou de ser Rei.