Sorria: Você está sendo julgado!


Antigamente, as pessoas eram conhecidas pelo seu sobrenome e pelo nome dos seus pais. Era isso que caracterizava o indivíduo. As pessoas de "boa (e rica) família", por exemplo, eram as que casavam com mais facilidade. Nesta época, o nome era tudo. Era por ele que se julgava.
Você não era Maria, Júlia ou Carolina, você era filha de seu Zé da Padaria, neta de Dona Tereza da farmácia.

Hoje em dia, o nome ainda tem uma importância grande no julgamento do valor do ser humano. Por acaso alguém quis saber de quem você era filho, neto ou bisneto? Pois bem... Contudo, hoje esse não é o único método para se "avaliar" uma pessoa.

E tenho uma notícia pra você: Atualmente, você continua não sendo Maria, Júlia ou Carolina, mas sim a menina de 20 anos que gosta de Jonas Brothers e de desenhos animados. Você é a boba que assiste High School Musical e é apaixonada pelos vampiros e Lobisomens de Crepúsculo. Simplesmente, você é julgada por todos pelas coisas de que gosta.

Mas se você gosta de escultar os JoBros, isso não quer dizer que não aprecie Coldplay não é? Se você assiste High School Musical não quer dizer que não assiste History Channel e NatGeo, certo? E por que você lê crepúsculo, Harry Potter, entre outros, não quer dizer, necessariamente, que você nunca folheou as páginas de Shakespeare, correto?

Então, por que ser julgada pelas coisas que gostamos? Por que antes as pessoas não se aproximam de nós para nos conhecer direito? Ou as que já são próximas, por que não tratam de conhecer as coisas das quais gostamos antes de nos taxarem como infantis e bobas? Mas quando é que as pessoas começarão a nos tratar como Maria, Júlia ou Carolina?

Eu acredito que, para se falar de algo (que fale bem ou fale mal), você precisa primeiro conhecer este algo. Caso contrário, podemos chamar de pré-conceito. E isso não é nem um pouco saudável.

Para as pessoas que, como eu, é considerada como tendo uma idade abaixo da sua idade real um conselho: Nunca deixe de ser o que é por causa de outras pessoas. Não mude por ninguém. Seja sempre espontaneamente quem você é. Até por que, já dizia Einstein, tudo é relativo. O tempo é relativo, então, em consequência, a idade também é. Mas isso fica para ser falado num outro dia...

Para quem consegue ver os Testrálios

Para minha família


Desde o dia em que somos formados no ventre de nossas mães, temos uma única certeza em nossa vida: A de que vamos morrer um dia. Seja este um dia perto ou longe do dia em que nacemos, não temos como saber. Morrer está destinado a todos os que estão vivos. E é sobre a morte que falarei agora.

Esse não é um assunto agradável, mas é necessário. É importante que saibamos lidar com ela para que ela não nos consuma.

A morte é vista de maneira diferente por cada pessoa, cada lugar, cada cultura, cada religião. Todos nós temos uma idéia sobre ela e sobre o que ela representa. Para cada um, a morte tem um diferente significado. Ela pode querer dizer que está na hora de ir para um outro plano ou que está na hora de realizar esta parte do ciclo da vida. E, por menos que a gente goste dela, ela é tão normal quanto a vida.

Mas, e quando alguém importante para nós, quando alguém que amamos está morrendo? E você tem que ver aquilo acontecendo dia após dia?
Diante de algo tão grande quanto a morte, nos sentimos impotentes, pois não há nada que possamos fazer. Aquilo acontecerá de qualquer jeito. E só nos resta nos conformar. Precisamos pensar que nada é eterno, nada é infinito, nada dura para sempre.

Para quem já lidou com a morte, ou está lidando agora e para quem ainda irá lidar, tenha em mente que quem sofre com a morte é quem ama a pessoa morta. Não podemos querer que uma pessoa que está sofrendo com uma patologia incurrável fique viva somente para não sofrermos, pois ela é quem sofrerá. Precisamos deixar nosso egoísmo de lado e pedir para que está pessoa vá em paz, pois dentro de nós ela continuará viva em nosso coração e em nossas lembranças.

"A morte é pacífica, fácil. A vida é mais difícil" (Frase de Bella do filme Crepúsculo).


P.s.: Testrálios são criaturas mágicas do mundo de Harry Potter, que só são vistos por quem viu a morte de perto.

A UTOPIA DA TÁVOLA REDONDA


Creio que todos, senão a maioria, conhece a história do Rei Arthur e os cavaleiros da Távola redonda. É uma história muito bonita cheia de magia, lutas e conquistas.

Um jovem, chamado Arthur Pendragon, torna-se Rei após conseguir o feito de retirar a Excalibur, a espada mágica, de dentro uma pedra. Ele escolheu onze cavaleiros para lutarem, ao seu lado, nas batalhas, e mandou que se construísse uma grande mesa de pedra para as reuniões. Nascia assim, a Távola redonda.

E a escolha do formato circular da Távola não foi em vão. O Rei queria que todos, inclusive ele, ficassem em um mesmo patamar. Nenhum deveria ser mais que o outro. Ninguém seria melhor que ninguém, nem mesmo o Rei. Todos estavam num mesmo nível quando sentavam à Távola redonda.

Parece-me que o Rei Arthur é o Rei mais bonzinho que existe. Desejar ficar num nível de igualdade com seus cavaleiros é mesmo uma atitude muito nobre. Mas, sentar em uma mesa redonda realmente garante igualdade entre as pessoas? Será que não havia outras razões para Arthur querer se mostrar igual aos seus cavaleiros, sendo ele um Rei? Será que não seria bom para um Rei dar a ilusão de que seus cavaleiros eram iguais a ele? Para ficar realmente como seus cavaleiros, Arthur não teria que tirar a coroa?

Por mais que uma Távola redonda dê a idéia de igualdade, pois ninguém se encontra numa ponta (nível superior), por melhor que tenha sido a intenção de Arthur, ele nunca deixou de ser Rei.

Palavras


As palavras são, talvez, o maior legado da humanidade. Não que os outros seres não as possuam em sua linguagem. Pelo contrário. Acredito que as plantas e animais e os demais seres que vivem na natureza têm sua própria linguagem cheia de palavras, mesmo que diferentes das nossas e mesmo que não entendamos o que querem dizer. Contudo, penso que para os seres humanos, a palavra é de enorme importância. É tudo de mais precioso que podemos deixar para as gerações futuras. Mais valioso que dinheiro, jóias e ouro.

Eu sempre tive um grande contato com as palavras. Desde pequena, convivo com muitos livros. Minha mãe lê muito e escreve também. Talvez seja até por isso que eu sempre gostei tanto das palavras. Minhas matérias preferidas sempre foram aquelas que mais se precisava ler, como: Português, literatura, história e geografia. Desde que me lembro, ouço minha mãe falar da minha bisavó, outra pessoa da minha família que vivia envolta por palavras. Talvez seja devido a essa influência que eu tenha me aproximado e gostado tanto delas.

E as palavras vêm em muitas formas. Elas podem ser escritas ou lidas e podem ser faladas ou ouvidas. As palavras podem até ser cantadas. E também recitadas. Desde pequenos, aprendemos a falar palavras. No começo, são somente sons aleatórios que vão sendo, aos poucos, lapidados, até tornarem-se palavras.

Para mim, palavras não são somente palavras. Elas vêm carregadas de sentimento. Eu, particularmente, não me dava muito bem com as palavras faladas. Elas se misturavam demais com o que eu sentia. Mas isso foi trabalhado quando eu fiz teatro e já melhorei bastante minha performance falada. Contudo, ainda tenho uns pequenos problemas com essa forma de linguagem. Por exemplo, eu não consigo falar nada quando estou com muita raiva porque eu simplesmente começo a chorar. Parece que esse sentimento tem ligação direta com minhas glândulas lacrimais.

Já com os outros formatos de palavras eu me relaciono bastante bem. O melhor jeito de me expressar julgo eu ser a escrita. Com ela, consigo dizer o que penso e como me sinto. E ainda criar diferentes personagens que falam, pensam e sentem. Consigo criar mundos inteiros. Quando leio as palavras enxergo pessoas e paisagens, guiada por elas. Quando ouço, consigo experimentar o sentimento transmitido por cada palavra.


Talvez seja por isso que escolhi a psicologia para ser minha profissão. Uma profissão em que as palavras são de extrema importância. Assim como na vida.

Cores do vento

"Se pensa que eu sou selvagem, você viajou bastante, talvez tenha razão. Mas não consigo ver mais selvagem que você. Precisa escutar com o coração... Coração. Se pensa que esta terra lhe pertence você tem muito ainda o que aprender, pois cada pedra, planta e criatura está viva e tem alma, é um ser. Se vê que só gente é seu semelhante e que os outros não têm o seu valor, mas se seguir pegadas de um estranho mil surpresas vai achar ao seu redor. Já viu um lobo uivando para a lua azul? Será que já viu um lince sorrir? É capaz de ouvir as vozes da montanha e com as cores do vento colorir? E com as cores do vento colorir...

Correndo pelas trilhas da floresta, provando das frutinhas o sabor, rolando em meio a tanta riqueza, nunca vai calcular o seu valor. A lua, o sol e o rio são meus parentes. A garça e a lontra são iguais a mim. Nós somos tão ligados uns aos outros, nesse arco, nesse círculo sem fim. A árvore aonde irá, se você a cortar, nunca saberá! Não vai mais o lobo uivar para a lua azul, já não importa mais a nossa cor. Vamos cantar com as belas vozes da montanha e com as cores do vento colorir. Você só vai conseguir dessa terra usufruir se com as cores do vento colorir".
(Música do filme da Disney "Pocahontas").

Essa é uma música muito bonita, mas além disso, ela traz mensagens muito importantes para se refletir. Por exemplo: refletirmos o que estamos fazendo com o mundo? De que jeito estamos tratando nossa casa, o planeta Terra. Outra coisa importante que a música nos traz é a questão da igualdade. Sim, isso mesmo! Ao cantar essa música, Pocahontas nos conta o quão iguais somos, apesar de algumas pessoas se julgarem seres superiores, desenvolvidos. E, como disse a sábia Aqua Marynne uma vez, "A chuva, o rio e o oceano, mesmo em diferentes formas, são feitos da mesma coisa: água". E mesmo em tamanhos diferentes, cores diferentes, raças e crenças diferentes, somos iguais em essência. Iguais as plantas e aos animais, inclusive. Não há superiores nem inferiores. Não há mais, nem menos. Não há melhores, nem piores. Há sim, um só. Um IGUAL. Contudo, somente são capazes de entender isso aqueles que conseguem com as cores do vento colorir.

A FONTE DA JUVENTUDE


Nos dias atuais nos deparamos com pessoas que não querem admitir que o tempo passa. Mas ele passa. E muitas vezes tão rápido que, quando vamos notar, metade de nossas vidas já se foi (ou mesmo nossa vida inteira). O que mais dá dinheiro hoje em dia no ramo da medicina são as cirurgias plásticas. As clinicas de estética vivem abarrotadas e cada vez se compra mais cremes anti-rugas. A idade que as pessoas aparentam hoje não é, nem de perto, a idade que elas têm. E, quem tem dinheiro e quer, fica jovem por bastante tempo.


Desde sempre se busca a eternidade. Uma fonte da juventude para nos proporcionar vida e beleza eternas. E, com os aparatos que a ciência vem criando, isso está se tornando cada vez mais possível (pelo menos, é possível ficar com uma aparência mais jovem e viver mais do que há algumas décadas). Porém, tudo isso trata-se de ilusão. Pois nunca conseguiremos dar um fim na morte ou segurar a pele no lugar para sempre. Afinal, não há vida sem a morte e nem morte sem a vida.


Buscamos a fonte da juventude a todo tempo. Estamos sempre tentando, de alguma maneira, rejuvenescer. Só que acabamos nos esquecendo do mais importante na vida, o que viemos fazer na terra. Nós nos esquecemos de VIVER.

“E o importante não é que eles viveram felizes para sempre, mas que eles viveram” (Final de “Para sempre Cinderella”).