Competição


“A guerra é a mãe de todas as coisas”

Na vida particular e social, a competição, desde o começo do mundo, tem funcionado como forma de desenvolver e organizar. Quando as pessoas têm objetivos comuns, elas tendem a se reunir, formar grupos, equipes, traçar metas, fazer planos, definir estratégias. Mas é preciso tomar cuidado para que a competição seja sempre algo saudável e que não ultrapasse as barreiras da honestidade e da ética levando as pessoas a pensarem que “os fins justificam os meios”.

A competição é um dos fatores pelos quais uma pessoa pode evoluir na vida, em vários sentidos, pois faz com que nos mantenhamos instigados e motivados a melhorar, e se estamos em grupo, procuramos aumentar o desempenho do grupo pelo desempenho de cada um. Numa citação que Machado de Assis faz em sua obra “Esaú e Jacó”, ele diz que “a guerra é a mãe de todas as coisas”. De fato, quando a pessoa quer vencer, tende a se esforçar mais, a dar o melhor de si, torna-se mais criativa e tudo o que faz tem mais qualidade. Como exemplo, temos as competições esportivas, os concursos públicos, os vestibulares, as seleções de currículos e empregos. Muitas invenções importantes para a humanidade nasceram do desejo dos homens de superar os outros. Isso acontece também nas competições esportivas, onde os atletas estão sempre tentando bater novos recordes. Quando não há exigência de esforço, o ser humano pode ficar preguiçoso e indolente, colocando a própria vida em jogo, já que as coisas se criam a partir do trabalho.

Ás vezes, porém, a competição pode se tornar algo nocivo. É saudável competir, mas quando as pessoas colocam os objetivos de ganhar acima de todo e qualquer conceito de ética e moral que devem nortear o comportamento humano, elas põem em risco as relações sociais e o seu próprio caráter. As disputas tornam-se desleais, as pessoas não podem confiar umas nas outras e instala-se nas suas relações o jogo de vale-tudo.

É preciso, na verdade, manter a disputa como uma coisa necessária ao desenvolvimento e organização da sociedade, mas sem esquecer que o ser humano e sua dignidade estão acima de qualquer competição e, aliás, as disputas existem justamente para evidenciar essa dignidade. É preciso ter em mente que nem todos os meios podem ser utilizados para a obtenção dos objetivos buscados, porque nenhum fim merece mérito, se quem o atingiu deixou de observar a ética.

Porém, não se pode esquecer da necessidade da manutenção da competição saudável, que leve as pessoas a organizar a sociedade em que vivem e impulsionar a sua qualidade de vida.

- Por Carolina Vasconcelos (2005)


P.s.: Vejo guerra aqui como competição e não como, de fato, guerra com armas e tudo o mais.

A "fantasia em que se pode chegar através dos sonhos"

Adoro escrever, porém estava meio sem, digamos, "inspiração" esses últimos tempos. E ainda não sei exatamente o porque. Há alguns meses estava numa livraria e vi um livro que me chamou a atenção. Primeiramente pelo título "Dragões de Éter", que achei muito interessante. Peguei o livro e li sua "sinopse". Tratava-se de um conto de fadas, uma história de fantasia, o que eu adoro. Então, resolvi comprá-lo. Contudo, devido a alguns contratempos (provas da faculdade e trabalhos), só pude lê-lo nas férias. É uma história muito bem contada, com personagens incríveis e muito bem construídos. Em resumo, é um ótimo livro para ler. Eu recomendo. Além do mais, gostei tanto de "Dragões de Éter" que fui procurar em sites sobre o autor e também para ver se ele havia escrito mais algum livro. Me encantei mais ainda em saber que o autor deste livro fantástico é um brasileiro. Seu nome é Raphael Draccon. Um orgulho para o nosso país. De qualquer forma, este livro me "inspirou", me motivou a voltar a escrever e a pintar. Simplesmente, talvez, porque vi que a palavra é importante ser dita. Percebi o quão importante um livro pode ser. Porque, através dele, se pode sonhar.